“Dois” e um sofá

Sofia T
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A peça da autoria de Carmén Mesa, que veio no passado fim-de-semana ao Palácio do Sobralinho, traz catorze conversas a Dois para um sofá branco.

O sofá aparece como espaço comum onde se dão encontros e desencontros entre um homem e uma mulher, entre os Dois de um casal, onde uma caneca de chá é quase uma personagem e a complexidade do tempo uma inquietação constante. O sofá é a peça perene que acolhe conversas, quase casuais, que deixam transparecer viagens ao interior das personagens e de uma relação, num texto fluído com laivos de humor, erotismo e seriedade.

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Carmén Mesa e Pedro Baptista dão corpo e voz às personagens que há em outros, vários, DoisSem simbolizarem todos os casais, contorcem-se entre os pontos que são comuns à generalidade dos pares, que entre o amor e o desamor se procuram, perdem, encontram.

Dois foi encenada por André Sobral, estreou em Março deste ano no Teatro da Comuna, já passou pelo Grémio Dramático Povoense e pelo Teatro Turim em Lisboa. Seguirá, agora, rumo ao norte: Vila do Conde e Porto e descerá depois até Leiria e Faro.

Pedro Baptista e Carmén Mesa
Pedro Baptista e Carmén Mesa são os “Dois”

*Fotografias de Helder Bento

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Sofia T

Profissionalmente tem feito imensas coisas, no entanto, aqui só se encontrará a parte civilizada. Lê livros, conta histórias, estuda um pouco de tudo, o que lhe dá a capacidade de ver o mundo numa perspectiva alargada e de aprender depressa. Nunca pára de aprender. Vive numa insaciável busca por conhecimento e pela melhoria das suas aptidões. Gosta de fazer bem, privilegia sempre a competência e segura-a no seu horizonte. Se lhe perguntarem o que gosta mesmo de fazer, dirá que gosta de ler, escrever e de contar histórias. Por isso, escreve coisas em várias vozes. Eleva cada voz a um desafio que leva até ao fim e lhe serve de combustível. Escreve em plataformas Blogger, WordPress, papel ou na areia da praia. Conta histórias em vídeo, áudio, ou texto. E edita-as todas, porque, acredita, é na edição que está a arte. A quem interessar, nos espaços temporais que deixa em aberto, carregou fardos de palha, sacas de ração e carrinhos-de-mão cheios de estrume. Também trabalhou muitos cavalos e deu aulas de equitação, entre tantas outras coisas.

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