Cidades com cabeça e coração, precisam-se

Desafiada pelos jornais de agora, paro para pensar no que aí vem, e no que podemos fazer para que seja melhor e diferente do que temos tido. Moro na Grande Lisboa. Habito uma parte do planeta em que se anteveem aplicação de capitais financeiros vultuosos para construção em áreas significativas sem que o cidadão comum perceba que resultado desenhamos para essa enorme cidade que o Tejo marca, até ao mar. Das antigas Escolas da Armada (Vila Franca de Xira até à antiga Lisnave (Almada), passando pela antiga Feira Popular e a parte poente de Marvila (Lisboa), o previsto novo aeroporto (Montijo) e ainda por projetos no arco ribeirinho que inclui a antiga Lisnave (Barreiro, Almada, Seixal).

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Assédio sexual consumado

Há muitos anos, perto de quarenta, trabalhava eu no norte do país – não vou dizer os verdadeiros nomes ou lugares (vai perceber-se porquê) – e nesse ano, eu ficara a exercer funções no berçário.

Era uma região onde existiam várias fábricas de confecção e algumas delas, porque havia muito trabalho para exportação, faziam horários de três turnos. Eram quase só mulheres “costureiras de cose e corte”, como elas próprias se intitulavam. Horários rotativos que implicavam termos, no infantário, meninos que entravam e saíam cada semana a horas diferentes.

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O país em chamas

Prometi há dias falar sobre os incêndios depois do luto. Agora que as primeiras chuvas em muitos meses aclararam o ambiente e começam a levar as cinzas, vou cumprir. Não sou perito em segurança interna nem em prevenção e combate a incêndios, e não é fazendo-me passar por isso, como infelizmente temos visto tantos comentadores fazerem sem qualquer rubor, que me vou pronunciar. Quero apenas alinhar algumas ideias que me têm bailado no espírito e revoltado os humores.

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Turismo, Cultura, Economia e Sociedade

Quem passe por uma qualquer rua de Lisboa (e, em alguns casos, da sua periferia), pode facilmente registar um enorme fluxo de estrangeiros. Naturalmente, não estou a referir-me a alguma chegada de milhares de refugiados, oriundos do norte de África ou do médio Oriente. Refiro-me, é claro, à crescente quantidade de cidadãos, essencialmente do centro e norte da Europa, que chegam a Portugal para fazer turismo e conhecer e usufruir dos espaços e paisagens distintas que temos.

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