Para os meus amigos Bombeiros da Castanheira

Nunca escrevi sobre isto, nem em carta aos Bombeiros, nem de outra forma qualquer. Só que a cada dia que passa, a cada ano, este de forma tão triste, pelo horror que se tem vivido neste país, com tantos fogos, tantas mortes, muitas vezes sem deixarem os Bombeiros trabalhar como eles sabem, sinto ainda mais funda e vibrante a minha gratidão e a minha simpatia pelos Bombeiros da Castanheira do Ribatejo e de todo o Portugal.

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Do outro lado do espelho

No quarto da casa dos meus avós havia, numa moldura sobre a cómoda, um retrato da minha mãe. O retrato da minha mãe era grande e não bem a preto e branco mas da tonalidade diferente que é a evocação das cores nos retratos antigos. No quarto dos meus avós havia, numa moldura sobre a cómoda, um retrato da minha mãe e foi na demorada contemplação desse retrato que descobri a minha relação com o sagrado.

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A infância é a nossa Pátria II

Aquilo que de mais sólido, perene e imutável o meu pai me ensinou foram os abraços. Silenciosos, sempre, demorados, sempre e sempre profundos. Aquilo que de mais sólido, perene e imutável o meu pai me ensinou foram os abraços e o significado dos abraços, os abraços e a certeza de haver, nos abraços do meu pai, um amor inabalável e, por isso, a permissão para crescer e a possibilidade de errar.

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Uma palavra que nos Sirva de Espelho

A questão do tempo coloca-se, no mundo contemporâneo, de forma pungente, quase absoluta. A possibilidade de um progresso científico imperativo e ilimitado, a permanente inovação tecnológica, a ideia de que vivemos para sermos agentes de produção e consumo, suprimem-nos o ritmo biológico, invertem-nos os pressupostos da existência e, apesar de contribuírem para o aumento do conhecimento concorrem, de igual modo, para a morte da sabedoria.

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