Antes a selva que o pântano

Sofia T

Profissionalmente tem feito imensas coisas, no entanto, aqui só se encontrará a parte civilizada.
Lê livros, conta histórias, estuda um pouco de tudo, o que lhe dá a capacidade de ver o mundo numa perspectiva alargada e de aprender depressa. Nunca pára de aprender. Vive numa insaciável busca por conhecimento e pela melhoria das suas aptidões.

Gosta de fazer bem, privilegia sempre a competência e segura-a no seu horizonte.

Se lhe perguntarem o que gosta mesmo de fazer, dirá que gosta de ler, escrever e de contar histórias. Por isso, escreve coisas em várias vozes. Eleva cada voz a um desafio que leva até ao fim e lhe serve de combustível.

Escreve em plataformas Blogger, WordPress, papel ou na areia da praia. Conta histórias em vídeo, áudio, ou texto. E edita-as todas, porque, acredita, é na edição que está a arte.

A quem interessar, nos espaços temporais que deixa em aberto, carregou fardos de palha, sacas de ração e carrinhos-de-mão cheios de estrume. Também trabalhou muitos cavalos e deu aulas de equitação, entre tantas outras coisas.
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Alves Redol disse um dia “Todos os assuntos devem servir em proveito do Homem”. O Gaibéu diz hoje “Toda a informação deve servir em proveito do leitor”

Neste tempo em que a Internet é inundada por notícias falsas; em que o jornalismo atravessa uma época de crise; em que o fact checker se torna cada vez mais imperativo; em que a barreira entre publicidade e informação é tão ténue que praticamente não se vê, por questões de sobrevivência dos órgãos de comunicação social. O Gaibéu, que deixou de ser uma publicação periódica e passou a ser apenas site informativo e, por isso, de ter de se reger pelo código deontológico jornalístico, mas que se lhe mantém fiel, vem, agora, marcar uma posição pela verdade na informação.

Deste modo, por respeito ao leitor, que é quem mais nos importa e que é para quem trabalhamos, deixámos de ter publicidade em formato de banners no site, bem como assinalaremos como tal quaisquer publirreportagens ou artigos patrocinados que publiquemos.

Sabemos que este não é o caminho mais fácil e que a promoção, proibida aos jornalistas, mas que muitas vezes é feita pelos próprios, é o meio mais fácil para sustentar qualquer projecto de informação. É o mais fácil, mas desvirtua a própria informação, tornando-a tendenciosa e facilmente manipulável por quem paga para que o promovam, bem como induz o leitor em erro quando pensa que está a consumir informação limpa de interesses de terceiros.

Não são raras as vezes em que os meios de comunicação deixam de informar, ou informam mal, para responder a interesses de empresas, partidos políticos, ou outras entidades e, assim, conseguirem garantir a própria sobrevivência. Não são raras as vezes em que jornalistas vêem a liberdade de expressão, e de informação, reduzida para não ferirem susceptibilidades de quem lhes paga ou porque têm de agradar a estes.

Porque acreditamos numa imprensa livre e independente, demarcamo-nos desse terreno pantanoso em que a única forma de subsistência é a publicidade camuflada ou imposta e embrenhamo-nos numa selva em que podemos dar azo à nossa liberdade, mas em que temos de lutar com todas as forças pela própria sobrevivência.

Porque preferimos ser animais selvagens e livres, do que animais enjaulados num rol de interesses e influências, marcamos esta posição de honestidade para com o leitor que pode até custar a permanência deste projecto, mas que não o degrada ao ponto de o tornar numa montra publicitária ao serviço de outros que não o leitor.

Assim, porque temos consciência das dificuldades que vamos continuar a enfrentar “na selva”, abrimos um espaço a donativos voluntários a quem quiser ajudar o Gaibéu a informar sem amarras. Este espaço é destinado aos leitores que acreditam que vale a pena continuarmos a trabalhar nestes moldes e não nos querem ver morrer. Poderá parecer estranho a alguns “virmos pedir dinheiro” aos leitores e não às instituições ou empresas, mas se trabalhamos para e pelos leitores, porque não serem os próprios a contribuírem para um projecto que os serve exclusivamente a eles?

Volto a afirmar que o contributo é voluntário e o valor é livre a partir de um mínimo de 2,00€. O leitor poderá doar o valor que entender a partir do valor mínimo, com a periodicidade que lhe parecer justa. Poderá ainda não doar nada e ler o Gaibéu, de uma ponta a outra, na mesma. Tal como acreditamos na liberdade dos meios de comunicação, também respeitamos a liberdade de quem nos lê!

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Qualquer dúvida, sugestão, ou até desabafo, contacte-nos por AQUI.

Imagem: Pixabay
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Profissionalmente tem feito imensas coisas, no entanto, aqui só se encontrará a parte civilizada. Lê livros, conta histórias, estuda um pouco de tudo, o que lhe dá a capacidade de ver o mundo numa perspectiva alargada e de aprender depressa. Nunca pára de aprender. Vive numa insaciável busca por conhecimento e pela melhoria das suas aptidões. Gosta de fazer bem, privilegia sempre a competência e segura-a no seu horizonte. Se lhe perguntarem o que gosta mesmo de fazer, dirá que gosta de ler, escrever e de contar histórias. Por isso, escreve coisas em várias vozes. Eleva cada voz a um desafio que leva até ao fim e lhe serve de combustível. Escreve em plataformas Blogger, WordPress, papel ou na areia da praia. Conta histórias em vídeo, áudio, ou texto. E edita-as todas, porque, acredita, é na edição que está a arte. A quem interessar, nos espaços temporais que deixa em aberto, carregou fardos de palha, sacas de ração e carrinhos-de-mão cheios de estrume. Também trabalhou muitos cavalos e deu aulas de equitação, entre tantas outras coisas.

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