As saudades e o Benfica
À distância sofre-se menos, muito menos. As sete horas de diferença e um bebé de três meses acabaram com o acordar às 3h45 para ver um jogo de futebol. Mas, na malfadada segunda-feira, a primeira coisa que faço é ver o resumo do Benfica. E desta vez foram quatro. Limpinhos contra o Estoril. E o Benfica já está em primeiro.
Nada justifica, numa primeira abordagem a este “Gaibéu”, criar inimizades. Mas é mais forte do que eu. Acho que devo ser daqueles “doentes da bola” que esperam ansiosamente pelo fim-de-semana para apoiar o seu clube. Já fui assim, agora o fervorismo dura das 9h às 9h05 de segunda-feira. Sou do Benfica. Se é de outro clube, pode acabar com a sua leitura aqui.
Presunção minha acreditar que qualquer adepto do Sporting possa ter passado do título. Convivo diariamente com um sportinguista e luto todos os dias para que a minha filha seja do meu clube. Acho que ela já deve ter ouvido as papoilas saltitantes mais vezes que o hino de Portugal.
A minha filha é portuguesa, nascida em Macau. Para ela não existem saudades. E para mim, que a tenho a ela, aprendi a gerir e a viver com a falta. De facto, a internet é a nossa melhor amiga. Para além de me deixar ver os resumos do Benfica na manhã de segunda-feira, também permite que a minha filha veja e converse com os avós. Enquanto ainda não sente saudades, eu vou matando as minhas da mesma maneira.

