Onde estavam os leitores do Gaibéu no 25 de Abril de 1974

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Maria Pirralho, Leonor Ramião, Guilherme Machado Simões Simões, José Capucha e  Ana Serra foram alguns dos leitores que aceitaram o desafio do Gaibéu e contaram “Onde estavam no 25 de Abril de 1974”. Leia abaixo os seus testemunhos. E aguarde para ler mais alguns testemunhos que nos chegaram.

No dia 25 Abril de 1974 estava a trabalhar nos laboratórios da Cipan na Vala do Carregado e recordo perfeitamente a passagem dos aviões e nós a sentirmos que algo se estava a passar, mas sem sabermos… Dia inesquecível, que se mantenha sempre nas nossas memórias e o façamos chegar ao futuro” – Maria Pirralho

 

Estava nas aulas, na Escola do Magistério Primário em Braga.” – Leonor Ramião

 

No Ultramar, em Moçambique, no Batalhão de Artilharia 6221.” – Guilherme Machado Simões Simões

 

Eu tinha, na altura, um Austin Mini Cooper vermelho e, na noite de 24 para 25, andei nesse carro com outros camaradas a distribuir propaganda a convocar para a luta anti-fascista e anti-guerra colonial no 1º de Maio, que se aproximava. Acontece que, às tantas, fomos vistos por um polícia, na esquina entre a Rua Direita e a que ia dar à Pensão Flora. Fugimos, dei mais umas voltas para despistar, depois estacionei e fui para casa. Às seis da manhã tocaram à campainha e pensei logo que era a PIDE que vinha buscar-me. Mas não, era o vizinho de baixo, a avisar-me para não ir para Lisboa, porque havia lá qualquer coisa, tropa na rua e tudo e que podia ser complicado. Arranjei-me logo e vesti-me à pressa e… lá vou eu para Lisboa. Já não me recordo quando nem a que horas voltei para casa.” – José Capucha

 

Eu no dia 25 de abril de 1974 tinha 15 anos; de manhã fui para o Colégio Santos Garcia, em Vila Franca; momentos depois mandaram-nos para casa, sem nenhuma explicação. A minha mãe, eu e o meu irmão estávamos atentos às notícias da rádio que só transmitia músicas de Zeca Afonso, o que era proibido na época. Admirados e perplexos, comentávamos: “Que grande coisa devia ter acontecido em Portugal! A Grande Revolução dos Cravos!” – Ana Serra

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